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Cartografia Afetiva: uma metodologia para investigar territórios e construir narrativas coletivas.

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Como podemos construir coletivamente a memória afetiva dos territórios e estimular novas formas de perceber, narrar e habitar as cidades?

o desafio

Contexto

As Oficinas de Cartografia Afetiva são uma metodologia de facilitação desenvolvida para investigar as relações entre pessoas, memória, território e pertencimento por meio de experiências participativas. Inspiradas nos estudos de Suely Rolnik sobre cartografia, as oficinas convidam os participantes a construir mapas afetivos que revelam memórias, trajetórias, encontros e percepções sobre os lugares que habitam, compreendendo o território como uma construção viva, subjetiva e em constante transformação. Ao longo dos anos, a metodologia foi aplicada em diferentes contextos culturais, educacionais e comunitários, promovendo espaços de escuta, reflexão e construção coletiva de conhecimento.

Meu papel

Responsável pelo desenho metodológico e facilitação das oficinas, em parceria com Francina Buonanotte. Atuei na concepção da experiência, planejamento das dinâmicas, preparação dos materiais, condução das atividades e sistematização dos aprendizados produzidos ao longo das oficinas.

Abordagem

As oficinas foram fundamentadas na perspectiva da cartografia proposta por Suely Rolnik, compreendendo a cartografia como uma prática de acompanhamento dos processos de transformação dos territórios físicos, sociais e subjetivos. "A cartografia, diferentemente do mapa, é um desenho que acompanha e se faz ao mesmo tempo que os movimentos de transformação da paisagem. Paisagens psicossociais também são cartografáveis." Suely Rolnik — Cartografia Sentimental (1989). A partir dessa abordagem, os participantes foram convidados a investigar seus próprios percursos, relações e memórias, produzindo cartografias que articulam experiências individuais e construções coletivas.

Objetivos

  • Vivenciar a cartografia afetiva como metodologia de pesquisa e aprendizagem.
  • Explorar memórias, afetos e experiências relacionadas ao território.
  • Estimular a construção coletiva de narrativas sobre cidade, pertencimento e identidade.
  • Promover reflexões sobre as relações entre indivíduo, território e transformação social.

Processo.

  1. 01

    Desenho da experiência

    Planejamento da metodologia, definição das dinâmicas e preparação dos materiais para cada contexto de aplicação.

  2. 02

    Sensibilização e exploração

    Exercícios individuais e coletivos para ativar memórias, identificar afetos, reconhecer trajetórias e ampliar a percepção sobre os territórios vividos.

  3. 03

    Construção das cartografias

    Produção colaborativa de mapas afetivos, narrativas visuais e registros das experiências compartilhadas pelos participantes.

  4. 04

    Reflexão coletiva

    Compartilhamento das cartografias produzidas, identificação de padrões, diferentes perspectivas e construção de novos olhares sobre cidade, pertencimento e território.

Resultados.

  • 3

    oficinas desenhadas e facilitadas

    Aplicação da metodologia em diferentes contextos culturais, educacionais e comunitários.

  • metodologia autoral desenvolvida

    Desenho de uma metodologia própria que integra cartografia afetiva, pesquisa participativa, aprendizagem experiencial e facilitação para investigar territórios e construir conhecimento coletivo.

  • Mapas afetivos construídos colaborativamente

    Produção de cartografias que registram memórias, trajetórias, afetos e diferentes formas de experimentar o território.

  • Novas narrativas sobre cidade e pertencimento

    As oficinas promoveram espaços de escuta, diálogo e construção coletiva de conhecimento, ampliando a compreensão sobre as relações entre pessoas, território e transformação social.

Aprendizados.

Como essa experiência continua presente na minha prática.

As Oficinas de Cartografia Afetiva marcaram a consolidação de uma metodologia autoral construída a partir da integração entre pesquisa participativa, aprendizagem experiencial e facilitação. Ao longo das diferentes aplicações, percebi que investigar um território também pode significar criar condições para que novas narrativas e formas de pertencimento emerjam coletivamente.

Essa experiência continua evoluindo a cada nova oficina e segue orientando minha forma de desenhar pesquisas, facilitar processos colaborativos e construir metodologias voltadas à compreensão de pessoas, organizações e territórios.